POESIAS de Carlos Kaliban
NOITE DE LUAR - jun/1998

Minha inquietude parece emergir
A mente novamente se agita
Como se tudo fosse explodir.

Sensação não dominada!
Desespero sem causa!
Que é? Quem foi? Nada?

Mas deve existir razão
É preciso encontrá-la
Não pode ficar em vão.

A procura e o achado
O caminho e a solidão
O incômodo que me foi dado.

Intranqüilidade no coração
Que aqui dentro bate ou batia?
Já não tenho mais noção?

Não que ele esteja perdido
Deve pertencer a alguém
Em algum lugar escondido.

Ausente da minha memória
Prisioneiro da mulher
De quem nem lembro agora.

É preciso recordar
De quando aconteceu
Para poder me libertar.

Lembro-me com muito vagar
De certo desejo que tinha
Em uma noite de luar.

Noite de lua cheia
Lua que incomoda
Lua que desnorteia.

Meu sonho a cavalgar
O dorso de uma nuvem errante
E ao longe se dissipar.

Ao luar perdi a ilusão
Uma noite talvez reencontre
A carcereira do meu coração.

Talvez! Em uma noite de luar!
Conquiste a libertação!
E possa voltar a amar!
Sendo novamente dono do meu coração!

 
 
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